23 de mai de 2011

Neura minha!






Pois bem, vou relatar aqui a nossa experiência de passeio com Letícia....

Completados os primeiros 30 dias resolvemos ir a igreja, e assim fizemos. Começamos a nos arrumar logo cedo, ajeita Letícia, por precaução dá logo o remédio de cólica - ela tá a 2 dias com crise dessas miseráveis - saimos de casa destino a igreja.

Tudo no seu devido lugar, mas a mãe aqui não parava de pensar:
  • e se ela acordar no berreiro? ela não pega a chupeta, como faço para não desconcentrar todo mundo?
  • e quando der a hr de mamar, e se o leite jorrar para todos os lados...que saco vou sair da igreja com a roupa toda suja!
Esses foram os mais breves questionamentos....O fato é que Letícia acordou suja e com fome...berreiro multiplicado por 2, corri para a salinha que tinha disponível. Ar condicionado congelando qualquer indivíduo, mais um motivo para choro. Dei logo o peito e ela se acalmou e dormiu. Não mechi nela, até porque em time que se está ganhando não se meche.

Voltei para a igreja e minha mente não parou, não sei nem sobre o que foi o sermão, sei que antes que tudo terminasse e se ajuntasse uma multidão ao redor de Lele, fomos embora.

Em casa eu chorei. Meu Deus será que to obrigada a não mais sair de casa? Porque é que não há fraldário em todos os lugares do mundo? Eu terei de esperar Letícia completar que idade para não passar vergonha nos lugares? Será que ela nunca vai acordar de forma tranquila, será sempre um escândalo?.....

Fiquei tão neurótica que achava que todos me recriminariam por ter um bebê que chora.

Segunda saída foi um sucesso.Letícia dormiu, acordou tranquila para mamar e dormiu novamente...daí que exageramos na dose e passamos muito tempo batendo perna, resultado disso, à noite Lele quase não dorme de tão agitada que ficou!

Temos que acertar na dose e desencanar...todo mundo sabe que bebê só se comunica com choro e isso não significa que eu não possa ter uma vida social. Enfim, apesar da trabalheira e dos contratempos, to com o pé no mundo pra ser feliz!



19 de mai de 2011

Um mês





Letícia completou o tão esperado primeiro mês e eu to mais que feliz, como toda mãe estou hiper satisfeita com o desenvolvimento de Lele e orgulhosa dela, de mim e do marido.

Não é fácil lidar com um bebê nas primeiras semanas, o fato é que temos um baque na rotina de nossa vida e tudo fica conturbado. Depois, estamos nos recuperando do parto, fora que quando grávida dormimos muito e tudo é facilitado para nós - isso quando se tem um marido e uma mãe como a minha. Enfim, o bebê nasce e lá estamos nós com um baita desafio nos braços....é amamentar, dar banho, por para dormir, limpar, dormir, comer, todas as atividades habituais ficam meio que perdidas e nós lutamos dia a dia para voltar a vida normal, até que finalmente compreendemos que a vida nunca mais será a de antes, mas que precisamos nos contextualizar ao novo estilo de vida. Tudo gira em torno do rebendo e nós nos sentimos cansadas, mas extremamente felizes.

Estou lidando bem com esta nova realidade, to com os cuidados pessoais em dia. Tem gente que esquece de se pentear, de se depilar, escovar dente, tomar banho antes do almoço e por ai vai...eu graças a Deus to super bem, continuo perdendo peso - acho que já perdi uns 16kg, ainda não fui na balança da médica conferir - cabelos em dia. Só não deu ainda para manter o trato das unhas, mas eu chego nelas em breve!

Lele completou um mês e eu me sinto uma mãe de verdade, ainda estou lidando com algumas noites frustrantes, mas já vejo a alegria nos olhos da minha filha, já conversamos e trocamos altos olhares ... eu continuo me apaixonando por esta linda e gostosa Letícia.

  • Ta se habituando ao banho. Alguns dias chora e noutro se diverte a toa;
  • Ta começando a colocar as unhas as pernas para fora. Quer escalar a banheira, a barriga da gente e o peito do papai;
  • Já nos segue com seus lindos olhos (quase azuis)
  • Começou a conversar e a soltar sons de riso;
  • Descobriu as mãozinhas e já faz carinho na mamãe enquanto mama;
  • Começou a curtir a chupeta, claro que não é toda hora, ainda bem;
  • Hoje, com exatos 37 dias pesa 4,600kg, quando saiu do hospital pesava 3,100kg, mede hoje 56cm e nasceu com 48,5cm;
  • Já ta mamando, algumas vezes, nos dois seios, sinal de gulosa que é.


Estou super orgulhosa do papai, ele tem sido o melhor pai de todos os tempos, participativo, presente e proativo....hum, que pai eim!



13 de mai de 2011

O encontro

Eu já comentei aqui a discussão a respeito da permanência de Dudu na nossa casa. Decidimos que ele pertence a família e pronto...muitos bicos se formaram com a nossa decisão - e eu ia fazer o que com meu filhote cabeludo?! Tenha graça!

Pois é, tomamos algumas providências antes, durante as primeiras semanas e tomaremos depois, ou seja, 1 mes antes dela nascer restringimos a área de Dudu, assim como passamos a não deixá-lo subir na nossa cama. Quarto de Letícia era local proibido para ele.

Quando Letícia nasceu eu segui as orientações dadas por adestradores. Peguamos uma fralda que Letícia ficou usando no hospital e mandamos para casa. Ela foi posta na cama de Dudu, junto as coisas dele. Tem gente que acha que é balela, mas quando eu cheguei em casa e coloquei Letícia no berço fui logo dá um carinho para ele. Dudu cheirou minha mão, correu na cama dele e pegou a fralda - Ta vendo que ele entendeu bem o recado!!!

Pois bem, dentro do primeiro mês ele não entrou no quarto de Letícia, a partir de agora ele poderá conhecer algumas coisa mais de perto, mas tb não posso deixar ele armar barraca lá, pq ele solta muito pelo. 

Dudu não estranhou Letícia em momento algum. Ficou super quieto, e pelo contrário, fica de olho em todo mundo que entra no quarto dela...já ta defendendo ela, entendeu que é da família. Quando ela chora muito ele vem me olhar com as orelhas baixas com cara de quem diz - ajuda ela, o que ela tem? - é lindo

Com 30 dias o encontro - eu estava super ansiosa. Registrei para mostrar a todos...depois é só ir vencendo as barreiras aos pouco e tudo será só alegria.










11 de mai de 2011

Ser mãe


Antes de ser mãe, eu fazia e comia
os alimentos ainda quentes.
Eu não tinha roupas manchadas,
tinha calmas conversas ao telefone.

Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria,
Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes

Antes de ser mãe,
eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos e
nem pensava em canções de ninar.

Antes de ser mãe, eu não me preocupava:
Se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas então,
eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe,
ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,
Nem me beliscou sem nenhum cuidado,
com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe,
eu tinha controle sobre a minha mente,
Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos,
e dormia a noite toda.

Antes de ser mãe, eu nunca tive que
segurar uma criança chorando,
para que médicos pudessem fazer testes
ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos
olhos que choravam.
Nunca fiquei gloriosamente feliz
com uma simples risadinha.
Nem fiquei sentada horas e horas
olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança,
só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar,
quando não pude estancar uma dor.
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina,
pudesse mudar tanto a minha vida e
que pudesse amar alguém tanto assim.
E não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação,
de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Não conhecia a felicidade de
alimentar um bebê faminto.
Não conhecia esse laço que existe
entre a mãe e a sua criança.
E não imaginava que algo tão pequenino,
pudesse fazer-me sentir tão importante.

Antes de ser mãe, eu nunca me levantei
à noite toda, cada 10 minutos, para me
certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor,
a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter
sentimentos tão fortes.

Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus,
Por eu ser agora um alguém tão frágil
e tão forte ao mesmo tempo.

Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!

Texto de Silvia Schmidt, eu faço de suas palavras as minhas.





8 de mai de 2011

Dia das mães



Mãe, o único indivíduo capaz de superar o impossível pelo bem amado, seu filho.

Te amo mãe, demais demais

5 de mai de 2011

Quase desespero

Pois bem, finalmente vim contar a minha experiência com o primeiro banho de Letícia. A coisa foi tão crítica que nem deu para tirar foto....

O primeiro banho dado em casa mesmo, eu não dei. Minha secretária me deu todas as dicas e eu achando que tava tudo fácil - isso aconteceu na sexta. Chegou o sábado e minha mãe estava aqui para dar aquela força....engano meu, ela veio dizer q nunca dava banho na gente quando ainda tinhamos umbigo e eramos molinhos. Pode uma coisa dessa???

Então, eu me achando a incrível preparei tudo. Fiz como manda o figurino e separei todo o material, roupa, preparei o banho. Foi na hr H que percebi que não sabia tanta como achava. Peguei Letícia toda desengonçada. Ela sentiu minha falta de jeito e foi um berreiro só, eu fui ficando nervosa, marido de um lado só olhando, minha mãe do outro mandando eu terminar logo - isso porque ela ficou nervosa com o choro de Letícia, como se fosse proibido o bebê chorar e tivesse que gostar de ficar nu e tomar banho logo de cara...o nervosismo foi tomando conta...quando virei Letícia tinha espuma sobre os olhos e sobrancelhas....Ai meu Deus, os olhinhos dela estão cheios de sabão!! Os meus olhos começaram a encher dagua e foi a agonia...

Descobri que não sou tão forte assim, e mais, que cometerei vários erros do tipo. Aprendi uma nova forma de dar o banho, Letícia amou ser enrolada e ter a cabecinha lavada primeiro, depois lavo o corpinho e pronto, mas isso não significa que o chororo se foi, ela ainda detesta ficar nua.

Cai no choro quando descobri minha incapacidade, mas mantive a calma o maximo que pude, perseverei e aos poucos os banhos estão caindo no gosto de Lelê.

Resultado da aventura....entrou um pouco de água no ouvido e quando foi no domingo ela não parava de chorar...Leva ao pedriatra, conclusão: início de otite.


 




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